| “Fui voar para me libertar” Quem disse que o deficiente físico só pode praticar modalidades tradicionais – basquete, natação etc.? O santista Augusto Rosalino Teles quebrou o paradigma em junho de 1998, quando fez o primeiro vôo de paraglider, esporte radical que atrai inúmeros adeptos no Norte catarinense. Ele retomou o sonho de criança (“queria ser piloto de avião”) ao se transformar no primeiro deficiente físico do Brasil a aprender a voar com essa espécie de pára-quedas depois de paraplégico. “Um belo dia, pedi para voar com outra pessoa e, no ar, perguntei se eu também poderia aprender”, relembra Augusto. “O rapaz disse que sim. E eu pensei: ‘Ele é mais louco que eu’.” Em um mês e meio, estava voando sozinho. Hoje, faz vôos duplos – agora pilotando o paraglider – e até já carregou um passageiro com limitação física. “Tenho total segurança”, garante. E depois que o paraglider pousa? “Bem, todo mundo precisa ser resgatado, com ou sem deficiência. O jeito é esperar no meio do mato...” Estudante de Direito, trabalhador autônomo em Santos, Augusto realizou mais de 200 vôos – sem acidentes, apenas leves arranhões. “Procurei o esporte como terapia. E comecei a me libertar. O vôo me abriu novos horizontes, mudou minha vida”, confessa.
DEPOIS
DE LER, NAVEGUE O
programa Movimentação, que incentiva a prática
de esportes para pessoas especiais, integra um conjunto de projetos
de extensão mantidos pela Universidade da Região de Joinville.
Conheça outras iniciativas em andamento. Leia
mais notícias sobre o Centro Esportivo para Pessoas Especiais,
ONG de Joinville 100% dedicada ao esporte. O
goalball é uma modalidade de futebol praticada por deficientes
visuais e exclusiva das Paraolimpíadas. Saiba mais. Patrocinador
oficial das equipes brasileiras nas Paraolimpíadas, a Caixa Econômica
Federal mantém um site sobre a competição. Entre
outras coisas, fornece imagens para download. Visite
o site oficial do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). |
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