PARA FAZER E CONTAR HISTÓRIA
Prêmio
literário lançado pela Revista Döhler reuniu 371
trabalhos inscritos. Em 2005 tem mais
Gente nova no pedaço. Clarice, que não é Herzog,
nem Lispector, mas é atriz e poeta – das boas. Joel, fortaleza
no verbo, acidez na estética. E mais o Thiago, 16 anos de praia
– e de palavras –, a Denise, varais literários AABBs
afora, a Michele, direito e dever da criação, o Aroldo,
existencial consistência do verso... Sem falar na ausência
consentida do Dentinho, Aroeira, música para nossos olhos, que
precisou cumprir mineira agenda naquele 19 de novembro. Gente que inevitavelmente
lê muito. Lê o que é bom.
Vencedores, todos eles, do 1º Prêmio Revista Döhler
de Expressão Literária, realizado em parceria com o Programa
Nacional de Incentivo à Leitura (Proler), já preparam
os versos, os verbos, a palavra. Em 2005, o prêmio muda de nome
e ganha em abrangência: a parceria com o Proler vai ser mantida
e reestudada, o regulamento, revisto, aperfeiçoado. Por sugestão
da própria comissão julgadora, foi lançado o 2º
Prêmio Joinville de Expressão Literária.
A presidente do júri, professora Taiza Mara Rauen Moraes, coordenadora
do Proler em Joinville, confessa sua agradável surpresa perante
o elevado número de trabalhos inscritos – foram 371.
E pontua a importância de abrir maior espaço para a
literatura:
“Prêmios literários colocam em circulação
palavras silenciadas e propiciam que vozes sufocadas pela impossibilidade
de ser ouvidas soem – e mostrem as variações de
percepção sobre o real”.
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Elogiado
por Saramago, Deonísio prestigiou a solenidade
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Houve
também um padrinho, nesta experiência primeira. O escritor
catarinense Deonísio da Silva estava lá. Deu seu abraço,
seu braço e seu apoio a novos e consagrados escritores que tornaram
imenso o evento de premiação realizado no Hotel Tannenhof.
E, no dia seguinte, protagonizou uma Manhã Literária muito
rica, na Livraria Midas, cercado de ávidos e hábeis militantes
da palavra da cidade das flores, das bicicletas – que começa
a se tingir de prosa e poesia, de talento literário e cidadania.
O autor de “Avante Soldados: Para Trás”, que ganhou
o prêmio internacional “Casa de Las Américas”,
foi elogiado pelo Nobel Saramago e deve lançar, muito breve,
seu também premiado “Teresa” em inglês. Deonísio
coloca no mercado a 14ª edição de sua obra “De
Onde Vêm as Palavras” – agora, com mais de 70% de
conteúdo inédito. Ele fez um bem-humorado resumo de suas
andanças literárias de algumas décadas. Sublinhou
a importância do prêmio de literatura e elogiou a iniciativa:
“Até hoje nenhuma empresa que investiu em cultura se arrependeu
e eu dou as boas-vindas a Joinville e à Döhler”, disse.
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