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OS VENCEDORES

Joel Forteski recebe o troféu do escritor Carlos Adauto

Considerado uma das melhores surpresas do concurso, o inspetor de qualidade da Multibrás Joel Forteski, 30 anos, é leitor voraz de todos os clássicos possíveis, nacionais ou internacionais, mas jamais pensou em se associar a qualquer grupo literário ou participar de concursos. “Escrevo por puro diletantismo”, garante ele, que não gosta muito de falar de si, mas sublinha a importância do concurso numa cidade que não oferece muitos espaços literários. “Simbolia”, o trabalho vencedor na categoria contos e crônicas, foi o primeiro conto que escreveu “a sério”.

Thiago, com a professora Terezinha de Oliveira, da Univille

Dividido entre literatura e computação, o mais jovem premiado, Thiago Hilger, 16 anos, espera conseguir harmonizar as duas atividades. O conto “A Mulher Vaidosa”, segundo lugar, foi escrito de um só golpe. “Às vezes eu crio assim, de sopetão, o texto vem quase pronto. Em outras, passo semanas burilando, mexendo, aperfeiçoando. Escrever é uma necessidade para Thiago, que quer cursar Ciências da Computação e já tem um romance pronto, “A Casa das Rosas Vermelhas”.

A advogada Michele e o radialista Ramiro Gregório

Advogada por formação e convicção, Michele Cristine Pahl, 27 anos, escreveu seu texto “Palavras”, terceiro lugar, exclusivamente para o concurso literário. Lê muito, desde a infância, sempre foi ótima em redação e, na adolescência, gostava de todos os clássicos brasileiros, especialmente Machado de Assis. Hoje, lê muito Rubem Fonseca e continua escrevendo bastante – tem vários textos prontos. Mas não pretende se dedicar à carreira de escritora – “nem os mais consagrados sobrevivem de literatura no país”.

Menção mais do que honrosa com seu texto “Sobre o Olhar de Sebastião”, o músico “Dentinho”, 41 anos, nascido Domiciano Lopes de Souza, de talento conhecido e reconhecido na noite joinvilense e muito especialmente por seu trabalho com o grupo Aroeira, também ficou surpreso com a premiação. “Fiquei muito feliz”, sorri o profissional, que também lê bastante desde quando era menino. Dentinho, que teve um compromisso fora do estado no dia da entrega dos prêmios, garante que em 2005 vai concorrer de novo. “E desta vez, não perco a festa”.

A comissão julgadora


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Taiza Mara Rauen Moraes – doutora em literatura brasileira, coordenadora do Proler em Joinville (Univille)
< Berenice Zabbot Garcia – mestre em literatura brasileira (Univille)
< Patrícia Hoffmann – escritora e poeta
< Sílvio Melatti – jornalista e professor do Ielusc
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