5.
Aprenda a assumir desafios.
E
a correr riscos.
|
Encarar
missões espinhosas é outra qualidade valiosa. Sai ganhando,
portanto, aquele sujeito que se mostra disponível para tarefas
difíceis e aceita com tranqüilidade mudanças de rota
na sua função, corriqueiras nestes processos de reengenharia.
Coragem e capacidade de correr “riscos responsáveis e tomar
decisões complexas” são requisitos importantes,
enfatiza Gutemberg de Souza, presidente da Gutemberg
Consultores, de São Paulo.
| |
| Turma
do curso técnico de floricultura, no Elias Moreira |
6.
Se preciso, vire o disco. O
outro
lado pode ser melhor.
|
Pode acontecer
de, a certa altura da carreira, você concluir que esta não
é sua praia, que fez o curso errado, que a empresa onde trabalha
não reconhece seus esforços – enfim, que não
vai ter futuro se continuar assim. Talvez seja a hora da virada. Em
muitos casos, por causa de uma oportunidade melhor. Depois de anos na
área de Comércio Exterior, com pós-graduação
e tudo, Marcos Alexandre resolveu ir trabalhar com pesquisas, ao lado
da mãe Marilise Einsfeldt, que abriu o instituto Lauster, em
Joinville. “Muitos clientes paulistas estavam interessados no
mercado consumidor de Santa Catarina. E aqui não havia empresa
que atuasse dentro da lei e oferecesse pesquisas de real valor agregado.”
A Lauster ocupou esse espaço, introduziu novas modalidades de
pesquisa, construiu a única estrutura do Estado apropriada para
a técnica de dinâmica de grupo, lançou projetos
de responsabilidade social – e Marcos, é claro, sente que
tomou a decisão certa: “Até esqueço que minha
formação é em outra área”.
| 7.
Trabalhe com personalidade. Procure "agregar valor". |
Na empresa moderna, competências de ordem individual – como
liderança, iniciativa, empatia e persuasão – são
analisadas com o mesmo rigor destinado ao currículo técnico
ou ao perfil intelectual. “Não basta diploma ou especialização.
É preciso dar uma marca pessoal”, frisa a consultora Simone
Turra. Significa, na opinião de Lise Chaves, “saber se
diferenciar” em sua área de atividade. “Agregar valor,
produzir mais, evitar desperdício, reduzir custos, desenvolver
projetos, reunir novos conhecimentos para criar um forte diferencial
competitivo”, enumera a psicóloga.
| 8.
Aprenda a ser flexível e a ouvir os outros. |
|
A gestão
participativa veio para ficar. É cada vez mais raro o velho modelo
em que um manda e muitos obedecem. Do chão de fábrica
à diretoria, espera-se que o profissional contribua objetivamente
com a melhoria do trabalho e se comprometa a estudar soluções
quando aparecerem problemas. Círculos e times de qualidade se
disseminam pelas organizações, colocando essas idéias
em prática. Neles, aprende-se a ouvir os outros, a valorizar
a opinião do grupo, atuar coletivamente, ser flexível
e saber negociar. Resumindo: o profissional turrão, dono da verdade,
é coisa do passado.
| 9.
Preste atenção nas “profissões de futuro”. |
|
Como se
viu, as carreiras tradicionais não vão desaparecer do
mapa. Faz anos que o curso de Medicina é o campeão de
procura na Universidade Federal de Santa Catarina – 56 candidatos
por vaga, no vestibular de 2005 – e, em Joinville, as atividades
com maior oferta de empregos são, justamente, nas profissões
que já estavam em alta duas décadas atrás. Mas
as mudanças de cenário vêm produzindo algumas novidades
interessantes. A primeira está no advento das habilitações
de cunho tecnológico. Biotecnologia e engenharia genética,
semicondutores e engenharia de software/hardware são –
ao lado de relações internacionais e petroquímica
– as áreas com alta demanda de profissionais, conforme
identificou comissão do governo federal criada para orientar
a abertura de cursos de graduação.
“Essas
áreas vêm ao encontro da sociedade
do conhecimento citada pelo pensador Peter Drucker”, vincula
o economista Vilmar Anderle, vice-reitor da Universidade
da Região de Joinville (Univille). Outra novidade é
o fortalecimento das profissões voltadas direta ou indiretamente
à prestação de serviços, como agências
de turismo, empresas de alimentação, companhias de seguros
e de saúde. “A inovação e o caráter
inusitado do mundo globalizado passam pelo serviço, que será
o diferencial apresentado ao cliente”, entende o consultor Celso
Campos. Nesse aspecto, despontam carreiras que têm tudo a ver
com estes tempos modernos – designer de interiores e personal
stylist, por exemplo, que ajudam o cidadão a decorar a casa
e cuidar do visual.
| 10.
Arrume um tempo para você mesmo. |
|
Parece
impossível, mas é importante demais. Fazer um plano de
carreira, freqüentar cursos e congressos, desenvolver aptidões
pessoais... O dia fica curto com tanta coisa. E ainda tem que arrumar
espaço na agenda para tratar do seu “lado pessoal”,
da família, do lazer. A lição final deste apanhado
é: não deixe sua vida girar apenas em torno do trabalho.
Lise Chaves, da CC&G Consultores, propõe que se escolha um
hobby como forma de desopilar. “Não há nada de fútil
nisso. Significa que você tem uma vida além da empresa”,
ressalta Lise. O ideal, ainda, é compartilhar esse hobby com
outras pessoas, não apenas colegas. “Você conseguirá
experimentar novos mundos, ter novas sensações e até
agregar essas experiências ao trabalho”, argumenta a psicóloga.
LEIA
MAIS