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Quem já visitou a exposição, garante: você vai se sentir em um legítimo loft de Nova York. Esse gênero de apartamento tradicional na metrópole norte-americana foi a inspiração para o arquiteto Luís Eduardo S. Thiago, da M2 Arquitetura, desenhar o projeto da 11ª Mostra Döhler Club, intitulado “Morar em NY”. Em cartaz até fevereiro de 2008, o ambiente esbanja criatividade e desperta elogios das centenas de visitantes que já prestigiaram a iniciativa. A partir de 1940, as indústrias instaladas no bairro novaiorquino chamado SoHo resolveram abandonar a região central da cidade, deixando vazios os grandes galpões onde funcionavam. A área se transformou em uma das mais decadentes e inseguras de Nova York. Mesmo assim, trabalhadores e artistas começaram a ocupar os galpões, atraídos pela arquitetura peculiar e, principalmente, pelo baixo preço dos aluguéis. Surgiam, assim, os lofts — conceito de moradia que virou moda anos depois.
A principal característica é: apenas o necessário. Não há divisão de cômodos; as janelas são grandes para facilitar a entrada de luz; tubos e fiação não são tampados, facilitando a manutenção. Esses elementos, tipicamente fabris, são mantidos nos apartamentos. A estrutura bruta do show-room da Döhler foi o cenário ideal para recompor um loft com os detalhes necessários. “Queríamos que aparecesse todo tipo de fio, instalação e tubos da sala. Deixar a estrutura à mostra tem tudo a ver com o conceito do loft”, explica Miguel Cañas Martins, um dos arquitetos que conceberam o ambiente. Oito mil tijolos foram levantados para simular a parede de um galpão. Os pilares originais da sala, que em outras mostras davam trabalho para ser escondidos, ganharam destaque nessa edição. Dois canos vermelhos instalados junto à parede dão a ilusão de que o sistema hidráulico está ao alcance das mãos. Mesmo se tratando de um ambiente fabril, não foi difícil encaixar produtos da linha de decoração da Döhler. Nas persianas e nos três sofás de quatro lugares, os tecidos acinzentados combinam perfeitamente com o espaço. O “Chantung” – derivado dos tecidos para vestidos de festa, que foi lançado neste ano pela empresa – forra o jogo de cama e também uma pequena poltrona que fica no canto da sala.
Tudo em dobro A Pop Art, movimento artístico nascido nos Estados Unidos e que viveu seu auge junto com a ascensão dos lofts, também é reverenciada na Mostra. A equipe da M2 Arquitetura preparou releituras de quadros e instalações de artistas famosos do período, como Andy Warhol e Roy Lichtenstein. A noção de grandiosidade fica por conta dos móveis. Sofás, mesa e abajures, tudo foi colocado em dobro na instalação. “Em Nova York, a escala de tamanhos é diferente. Lá, tudo é maior”, conta Miguel, que esteve na cidade americana no começo de 2007, quando ainda nem sabia que trabalharia no projeto da empresa. Da viagem, aproveitou sete fotos de paisagens da cidade (das mais de 400 que bateu). Impressas em tecido especial da Döhler e com uma lâmpada ao fundo, cada foto foi colocada em uma das janelas artificiais do ambiente. Dessa forma, quem entra na exposição, independente do horário, tem impressão de estar contemplando um fim de tarde novaiorquino. Boa viagem.
Causar surpresa é o objetivo O arquiteto Miguel Cañas Martins não esconde o entusiasmo ao falar sobre a experiência de participar da Mostra Döhler Club. “Foi muito divertido fazer esse projeto. Além disso, a equipe da Döhler foi excelente e nos deu todo o apoio de que precisamos”, afirma. Segundo ele, a exposição “Morar em NY” tem as marcas registradas da M2 Arquitetura: impacto e inovação sem perda da funcionalidade e do conforto. “Em cada projeto, procuramos emocionar as pessoas de alguma forma.” SÓ
NO SITE A série de mostras de projetos promovidas pelo Döhler Club já se firmou na agenda de eventos e exposições de Joinville. Profissionais, clientes, curiosos e estudantes de arquitetura e design de interiores fazem questão de conferir os inspirados ambientes montados no show-room da empresa, na Rua Alexandre Döhler, no centro da cidade. As exposições são feitas com a colaboração das parceiras da Döhler, que cedem projeto, móveis e artigos usados na composição do ambiente. Dessa forma, além de expor uma série de produtos da linha Döhler, a mostra serve como vitrine para o trabalho de todos os envolvidos no projeto. Em onze edições, os mais diversos ambientes já foram retratados: spa, recepção de hotel, pub, casa de praia, estúdio de arte etc. As 5.550 visitações registradas até agora em todas as edições confirmam o sucesso da iniciativa. O maior público, 763 visitantes, ocorreu na oitava edição do evento, com o tema “Casa na Montanha”. A atual, “Morar em NY”, prossegue até fevereiro. Não deixe de prestigiar. NAVEGUE
AQUI Visite
o portal oficial de Nova
York e o site de turismo
da metrópole norte-americana SÓ
NO SITE Em uma noite regada à música e declamação de textos, os ganhadores do 4º Prêmio Joinville de Expressão Literária receberam, no final de 2007, os louros pelos trabalhos realizados. Além dos prêmios em dinheiro para os três melhores colocados em Poesia e Conto/Crônica, foram distribuídas dez menções honrosas, nas categorias Adulto e Escolar. O prêmio é promovido anualmente pela indústria têxtil Döhler, em parceria com o Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler), da Biblioteca Nacional, sediado, em Joinville, na Univille. O cartão de visitas da festa foi a apresentação do Madrigal Belas Artes, que exibiu quatro canções do seu repertório. Em seguida, as boas-vindas aos familiares dos premiados e demais convidados ficaram por conta do gerente de marketing da Döhler, César Döhler. Ele homenageou as pessoas que participaram da organização do prêmio. Em seguida, a professora Taiza Rauen Moraes, presidente do júri, relatou o processo de seleção dos premiados entre os 320 trabalhos inscritos. A escritora Glória Kirinus, convidada especial desta edição, incentivou a leitura e a escrita dos autores-mirins e discorreu sobre a emoção da criação literária e do convívio com os livros.
Em seguida, foi feita a entrega das menções honrosas aos participantes da categoria escolar. Eles receberam medalha e kit com livros infanto-juvenis e produtos da Döhler. Na categoria adulta, os ganhadores de menção honrosa receberam, além do kit, um certificado. Em poesia, a primeira colocada, Gabriela Cristina Carvalho, inscreveu seu trabalho com esperança de um bom resultado. “Sempre li muito”, conta, “e escrevi o poema visando ao prêmio”. A escritora novata começou recentemente a versejar e considera a poesia um diferencial em sua vida: “Escrevo porque gosto, a poesia é algo que não tem explicação”. O vencedor da categoria Conto/Crônica, João Batista da Silva, figura carimbada do prêmio, foi o “papão” da noite. Ganhou ainda uma menção honrosa, também em Conto/Crônica, e um segundo lugar em Poesia. “Escrevo desde o ginásio. Nesta edição do prêmio, inscrevi seis trabalhos. Acho que agora acabou a minha reserva”, brinca. As idéias para escrever, segundo João Batista, vêm do mundo: “Eu ando bastante na rua e, para mim, tudo serve de inspiração”.
Categoria Escolar Menções
Honrosas – Conto/Crônica Menções
Honrosas – Poesia Categoria Adulto Menções
Honrosas – Conto/Crônica Menções
Honrosas – Poesia Vencedores
– Conto/Crônica Vencedores
– Poesia |