Voltar Nesta revista O menino caranguejo Seu lado B Além da aventura Próxima
Doutor executivo Salve o planeta Institucional

SÓ NO SITE
UM SANTUÁRIO DE
PRESERVAÇÃO NO PARANÁ

A Fundação O Boticário, comandada pela engenheira florestal Maria de Lourdes Nunes, mantém um interessante projeto de preservação no município de Guaraqueçaba, litoral norte do Paraná. Tudo começou em 1994, quando a entidade comprou uma área de 2.340 hectares no maior remanescente contínuo da Mata Atlântica do Brasil para transformá-la na Reserva Salto Morato (foto acima), considerada referência em manejo de reserva natural no Brasil. O lugar recebe cerca de 7 mil visitantes por ano e abriga dezenas de pesquisas, tendo sido reconhecido pela Unesco como Sítio do Patrimônio Natural da Humanidade.

MEU PEDACINHO NO MUNDO

“Estou tentando construir um pedacinho do mundo no qual gostaria de viver.” A jornalista Eunice Venturi inspira-se na frase de um engenheiro agrônomo chamado Fábio Rosa para resumir o que pensa sobre sustentabilidade. Apaixonada pela região da Vila Nova, zona rural de Joinville, Eunice é coordenadora de comunicação do Instituto Socioambiental Rio dos Peixes, criado em 2007 para desenvolver projetos de educação ambiental. No dia-a-dia, faz a sua parte: quando vai às compras, dá preferência a produtos que gerem menos resíduos e não usa sacos plásticos. Ao separar materiais para descarte, analisa o que pode interessar a escolas e clubes, por exemplo, em vez de jogar no lixo. E até vendeu o carro. “Como moro e trabalho perto, queria manter uma atividade física e dar minha contribuição individual no combate ao problema do aquecimento global”, sustenta a jornalista, que retoma a citação do início para defender que “um projeto só faz sentido quando serve para tornar as pessoas mais felizes”. Eunice parece feliz.


DO PROBLEMA À SOLUÇÃO SOCIAL

Eles descobriram que, além de frutas e verduras frescas, poderiam colher bons amigos em uma horta comunitária. Três anos atrás, moradores do Parque Douat, zona norte de Joinville, andavam preocupados com o matagal que tomava conta de um terreno do bairro onde é proibido construir por causa de uma rede de eletrificação. “Transformamos o problema em solução social”, orgulha-se Lourenço Joenk, presidente da associação comunitária da localidade e coordenador do projeto que frutificou numa enorme horta na qual se cultiva de tudo, beneficiando 52 famílias. Cada uma cuida do seu pedaço de terra conforme pode – e a iniciativa reforçou os laços entre os moradores, satisfeitos por consumir alimentos sem agrotóxicos e ocupar o tempo livre de forma ecologicamente correta. Com apoio da prefeitura e da Eletrosul, o projeto também ajudou a embelezar o bairro. (Na foto, Lourenço e família zelam pelo seu pedacinho neste chão.)


“PLANTO MEU PRÓPRIO ALIMENTO”

Bacharel em Ciências Biológicas, Eli Diniz da Silva Neto pratica a sustentabilidade na hora das refeições. “Planto meu próprio alimento. Assim, florestas não precisam ser cortadas para cultivar monoculturas. E não é preciso usar estradas, que desmataram florestas, nem caminhões, que emitem gás carbônico, para transportar os alimentos.” Embora reconheça que há pouca gente preocupada com essas coisas, observa que a “atitude não-poluidora” começa a se disseminar no dia-a-dia do cidadão comum. É um processo de longo prazo. Até porque, segundo Eli, “poucas pessoas sabem mesmo que ações prejudicam a Natureza ou não”.


SÓ NO SITE
COMECE POR VOCÊ!

A batalha pela sustentabilidade começa em casa – e deve acontecer de dentro para fora, afirma o consultor Júlio Bin nesta entrevista à Revista Döhler. Veja as opiniões do especialista.

Júlio Bin abandonou o discurso “alienígena”:
“ O futuro do planeta está em nossas mãos”

NÃO HÁ MÁGICA

“Se nos conscientizarmos de que a situação está ficando insustentável, talvez seja mais fácil tomar uma atitude. Tentar criar fórmulas mágicas ou receitas de bolo para o desenvolvimento sustentável é uma ação que pode ficar apenas no papel. A sustentabilidade começa em casa e deve acontecer de dentro para fora. Cada cidadão deveria saber de seus direitos e obrigações. A melhor (e talvez única) forma de caminhar para um crescimento sustentável, principalmente no Brasil, é ensinando às nossas crianças o que significa ter valores morais, ética, cidadania e, sem ser piegas, patriotismo. O resto é pura conseqüência.”

A ORIGEM DO DEBATE

“Nos últimos dois anos, o tema sustentabilidade ganhou as pautas da imprensa mundial graças a dois eventos. Um deles foi a exibição e todo o aparato de divulgação do filme ‘Uma Verdade Inconveniente’, do ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore. Independente da forma e do conteúdo sensacionalista, o filme-documentário definitivamente provoca uma reflexão sobre o aquecimento global e suas possíveis conseqüências para a humanidade. O outro fato diz respeito à própria evolução ou conscientização planetária. Dia após dia, mais e mais pessoas concluem que a degradação, não só ambiental mas também social, é um modelo econômico fadado ao insucesso, ou seja, insustentável. Vejo o tema sustentabilidade como um grande despertar, uma preocupação com o futuro do planeta e, por conseqüência, com a sobrevivência da própria raça humana.”

UM LONGO PROCESSO

“Infelizmente, a sustentabilidade não é o tema central nem prioritário na sociedade, apesar da crescente conscientização. Estamos caminhando bem e rápido para uma atenção maior, mas falta muita vontade política e ações mais efetivas e menos cosméticas para realmente atacarmos de frente os graves problemas socioambientais que temos no país. Aliás, prefiro acreditar que o fato de hoje existirem ações mais cosméticas que efetivas não desmerece a intenção. Há dois anos, essas ações nem existiam. Prefiro apenas alertar para o fato, mas não recriminá-las, muito pelo contrário, quero incentivá-las. Tenho certeza de que, no que tange à sustentabilidade e à responsabilidade social, o próprio mercado e os consumidores começarão a diferenciar e exigir este posicionamento. A boa notícia é que o tema, mesmo distante de grande parte da população, é hoje discutido fora das esferas acadêmicas e do terceiro setor. E a iniciativa privada tem procurado estar em conformidade com as exigências legais e as pressões de uma sociedade cada vez mais consciente.”

O CONCEITO

“A melhor definição sobre sustentabilidade evoluiu justamente do conceito de desenvolvimento sustentável definido e publicado no Relatório Bründtland (‘Nosso futuro comum’), em 1987. Essa comissão foi organizada pela ONU para que fossem mapeadas as ameaças à humanidade perante um crescimento econômico que não se preocupava com os impactos ambientais. Por isso que se tende a pensar apenas na dimensão ambiental quando se fala em sustentabilidade, esquecendo que a social e a econômica possuem o mesmo peso para um equilíbrio sadio. O grande problema da sustentabilidade é justamente sua intangibilidade. Como demonstrar para um pai que o filho de seu filho pode vir a sofrer muito com o seu descaso com os recursos naturais?”

NAVEGUE AQUI
• • • • • • • • • • • • • •

Clique nos links e conheça melhor as empresas e entidades citadas nesta reportagem: Gecko Consultoria, Lauster Responsabilidade Social Corporativa, Docol, Tigre, Programa Água na Escola, Instituto Ethos, Instituto Akatu, Fundação O Boticário.

Leia reportagem especial publicada pelo jornal A Notícia, de Joinville, alertando para os riscos da escassez de água e o que deve ser feito para evitar esse problema.

Confira a íntegra da pesquisa do Ibope sobre sustentabilidade.

Conheça os 12 princípios do consumidor consciente.


Voltar Nesta revista O menino caranguejo Seu lado B Além da aventura Próxima
Doutor executivo Salve o planeta Institucional