Voltar Nesta revista Craques do bem Erudito quer espaço O avanço dos pequenos Próxima
Poltronas vazias Olha a hora! Institucional


OLHA
A HORA!

  PEQUENO É FORÇA
DE EXPRESSÃO

Auto-disciplina e planejamento ajudam a conciliar agenda cheia com qualidade de vida

  Negócios de menor porte
ampliam incentivos tributários, profissionalizam gestão e derrubam taxas de mortalidade

UNS & OUTROS

Sabadão no Mercado Público: boa comida, gente bacana...

UMA TARDE

Sábado, muita gente, boa música, pratos de qualidade. O Mercado Municipal, criado para consagrar a colonização germânica de Joinville, acabou se tornando o espaço de maior diversidade cultural da cidade. Além do tradicional “Cantinho do Bera”, que junta adoradores do chorinho e do samba, o público conta com uma variada gama de opções de comida, música e companhia. Tem motoboy e executivo, bacalhau e acarajé, choro e pop rock. Essa miscelânea deu origem a um público assíduo, que lota o mercado e a Praça Hercílio Luz desde a manhã. Um dos estabelecimentos responsáveis por ter transformado o lugar em um programão é a Mercearia Sofia, que funciona desde 2004 e espalha mesas na praça das 10h às 18h. O gerente Claudemir Morbis descreve o cenário habitual: “São pessoas de todas as idades, com os amigos ou a família, que se reúnem, tomam um solzinho, comem bem e ainda escutam o som que curtem”. Nos sábados, cerca de 250 pessoas desfrutam do cardápio da Mercearia Sofia, que tem tainha com pirão de camarão, bolinho de bacalhau e bolinho de aipim com lingüiça, entre outros quitutes regados ao bom e velho chope. Fazendo o som, das 13h às 17h, a banda Estúdio 5 – formada por ex-integrantes da The Players. Do outro lado da praça, também próximo ao Mercado Municipal, o chef pernambucano Luiz Vicente da Silva montou, também em 2004, sua barraca chamada Acarajé, Tapioca & Cia. Oferece ali os sucessos da gastronomia nordestina. Pelo visto, tem dado resultado: “Nos sábados, mais de 200 pessoas se espalham em volta das barracas”. A combinação atrai até gente de fora da cidade. Além de caldos, tapioca e acarajé, Luiz cozinha um prato aleatório, que pode ser baião de dois, moqueca, buchada, arrumadinho, escondidinho, bolo de macaxeira, sarapatel, bobó de camarão ou carne de sol, por R$ 10. O casal Ademir e Tânia Machado não falta um sábado sequer. “Ficamos ao lado do Mercado e as crianças brincam no parquinho”, diz o corretor de imóveis Ademir. “O clima é sempre alegre, dá para acompanhar o movimento e a gastronomia agrada o paladar”, sorri a comerciante Tânia. O Mercado Municipal fica na esquina da Avenida Paulo Medeiros com a Rua Cachoeira. O telefone é (47) 3422-8922.

...e boa música transformam o lugar em um programa legal

 

NAVEGUE AQUI
••••••••••••••••••••••••

Leia aqui o resumo do trabalho de iniciação científica de Alberto da Silva Ferreira Filho, da Univille, chamado “‘Vamos chegar, freguesia: compra um peixe e leva um quilo de Música Popular Brasileira.’ Histórias e memórias do Mercado Municipal de Joinville”. O texto trata da nova vocação de miscelânea cultural do Mercado Municipal.

Veja o menu da Mercearia Sofia.

Clique aqui e se delicie com a variedade do cardápio da Acarajé, Tapioca & Cia.


UM PROJETO

Você já leu, na Revista Döhler (edição 11), reportagem (clique aqui para ler) sobre inclusão pelo esporte que destacava o trabalho bacana do Centro Esportivo para Pessoas Especiais (Cepe). Fundado em 2002, com a proposta de incentivar a prática desportiva dos portadores de necessidades especiais, o Cepe volta à pauta para registrar um pouco do que esse pessoal vem aprontando. A conquista mais recente foi a convocação da joinvilense Sheila Finder para representar o Brasil nas Paraolimpíadas de Pequim, que se realizam logo depois das Olimpíadas, na capital da China. Como enfatiza a técnica Ana Teixeira, idealizadora e coordenadora do Cepe, é um feito e tanto: trata-se da primeira deficiente física de Santa Catarina a disputar uma Paraolimpíada. “Ela fez e está fazendo história”, elogia Ana. Formada em Educação Física, pós-graduada em Treinamento Esportivo, Sheila disputa na chamada “classe T46”, que reúne atletas com membros superiores amputados.

Atletas do Cepe se destacam em torneios nacionais

Ela já coleciona títulos, como tetracampeã brasileira nos 100 e 200 metros rasos e medalha de prata em corridas de fundo no Mundial de Amputados. Sempre acompanhada pela técnica e amiga Rosicler Ravache, é considerada exemplo de disciplina e dedicação ao esporte. A participação de Sheila na Paraolimpíada pontua um ano movimentado para o Cepe. Em julho, um atleta da natação e dois do atletismo competiram no Mundial de Amputados, nos EUA. No mês seguinte, Jogos Paradesportivos de SC, em Chapecó. Outubro: oito atletas daqui vão aos Jogos Brasileiros Escolares Paraolímpicos, em Brasília. Novembro: Circuito de Natação e Atletismo em Fortaleza. Enquanto isso, a técnica Ana Teixeira comanda as atividades do “Raposas do Sul”, time de basquete em cadeiras de rodas que aproveita os intervalos da Liga Nacional para apresentações públicas à comunidade. Os raposas já conquistaram vários títulos e subiram nada menos que 27 vezes ao pódio, tornando-se referência no Estado. É objetivo do Cepe repetir essa mesma experiência com meninos e meninas de 5 a 12 anos. Já batizado de “Raposinhas do Sul”, será o primeiro projeto de escolinhas desportivas para crianças deficientes no Estado. “Queremos proporcionar a oportunidade de inclusão social dessas crianças, além de um ganho significativo nas habilidades afetivas, como auto-estima e auto-imagem”, enfatiza Ana Teixeira.

Raposas do Sul, equipe de basquete: 27 vezes no pódio

NAVEGUE AQUI
••••••••••••••••••••••••

Conheça o site do Centro Esportivo para Pessoas Especiais, criado por uma voluntária da entidade que teve paralisia cerebral e faz suas tarefas com a boca.

Saiba mais sobre as Paraolimpíadas de Pequim no site do Comitê Paraolímpico Brasileiro.

 

Voltar Nesta revista Craques do bem Erudito quer espaço O avanço dos pequenos Próxima
Poltronas vazias Olha a hora! Institucional