Voltar Nesta revista No palco do Jazz Abriu o funil Família de mudança Próxima
A caminho do sul O cardápio da noite Institucional

SÓ NO SITE
UNIVILLE PLANEJA CAMPUS
PARA A ZONA SUL

A Sociesc já veio para a Zona Sul, a UFSC confirmou que virá (clique aqui e leia reportagem sobre a expansão do ensino superior em Joinville) e a próxima instituição a tomar o mesmo rumo é a Univille, que planeja uma nova extensão do campus universitário no bairro Bucarein. Com 8,4 mil metros quadrados, três andares, 28 salas de aula, biblioteca, dois laboratórios de informática e auditório para 200 pessoas, a unidade está prevista para 2010. O endereço abrigava, antigamente, a empresa Ambalit. Comprado em janeiro de 2007 pela Univille, o prédio vai estar preparado para 1.400 alunos, em dois turnos. “Estamos concentrados na Região Norte. Vamos nos aproximar dos moradores da Zona Sul”, afirma Georgia Roveda Campos, gerente de Patrimônio da universidade.

SÓ NO SITE
"NOS SENTIMOS EM CASA"

O jornalista e empresário Geraldo Lion, da ExpecTV, que emigrou para a Zona Sul, deu um depoimento entusiasmado para a Revista Döhler sobre as vantagens de apostar na região:

“Já nos sentimos em casa. Fomos bem recebidos pela vizinhança. Estamos bem servidos por linhas de ônibus, para todas as direções da cidade. Não falta água e a coleta de lixo funciona bem. Energia, nesses primeiros 12 meses de casa nova, faltou uma vez. A ligação do esgoto à rede coletora é condição para liberar os alvarás. Indicativo de que o poder público está atento e exige a legalidade. A infra-estrutura de comunicação é boa, tanto que as duas operadoras de telefonia fixa vivem disputando nossa preferência. O estacionamento regulamentado ainda não chegou e nem há necessidade de vagas rotativas. Sentimos (e observamos) que os investimentos na construção civil estão a todo vapor. Na nossa rua e arredores, pipocam novos empreendimentos nos mais variados ramos. Bem que poderiam se instalar mais restaurantes na região, mas isso deverá acontecer naturalmente, assim que o mercado se mancar da virada que está ocorrendo na cidade. (Aliás, se todas as promessas que foram feitas nessas eleições se concretizarem, vai ficar melhor ainda.)

Para nós, que não nos instalamos em via rápida ou principal, a implantação do binário São Paulo-Santa Catarina agilizou as idas e vindas bairro-Centro. Também é fácil se deslocar da sede da empresa para as BRs 101 e 280. Juntamos a isso a nossa decisão de circular pela cidade em horários mais favoráveis. Sempre que possível, a fugimos dos horários de pico, ajudando a aliviar os congestionamentos. Bancos, por exemplo, embora sejamos clientes de agência central, estamos utilizando as agências do próprio bairro.”

SÓ NO SITE
SUL TEM MENOS
RESTRIÇÕES AMBIENTAIS

Arquiteto urbanista, diretor-executivo da Fundação IPPUJ, Murilo Teixeira Carvalho afirma nesta entrevista que a tendência de crescimento da Zona Sul é positiva porque a região oferece mais oportunidades para a expansão empresarial e aproxima o emprego da moradia.

Joinville vai crescer rumo ao Sul?
Sim, mas focado no surgimento de novas áreas destinadas ao setor produtivo (indústria, prestação de serviços e capacitação profissional). Exclui-se desse crescimento o incentivo a novas áreas residenciais.

Isso é bom? Por quê?
Sim. Joinville enfrenta dois grandes problemas. O primeiro é a baixa densidade habitacional e populacional que gera um custo de infra-estrutura muito alto (água, luz, transportes etc.), o que será resolvido por meio da ocupação dos vazios urbanos e da verticalização da cidade na área central e nas principais vias de deslocamento. O segundo é a pouca oferta de áreas desimpedidas para a instalação de novas empresas ou realocação das existentes, motivada pelas restrições ambientais existentes, principalmente na Região Norte (Distrito Industrial). As restrições ambientais são menores na Região Sul e existe uma disponibilidade alta de infra-estrutura – energia elétrica, gás, malha viária, ferroviária – que poderá ser mais bem aproveitada.

Que perspectivas reais, concretas, você percebe para a região a partir, por exemplo, da instalação da GM?
Para tornarmos Joinville mais justa, temos que aproximar o emprego da moradia. No caso da Zona Sul, isso é mais urgente. A vinda da GM é importante nesse processo, mas a instalação da UFSC será o grande marco da mudança. Só que neste caso demandará um tempo maior para sentirmos os resultados.

SÓ NO SITE
EXCLUSIVO: ARTIGO ANALISA “DESPERTAR ECONÔMICO”
DA ZONA SUL

A economista Eliane Maria Marins, mestre em Desenvolvimento Regional e professora do Departamento de Economia da Univille, produziu artigo acadêmico de 14 páginas para analisar “O despertar para o desenvolvimento econômico” da Zona Sul de Joinville. O artigo será publicado em 2009, na Revista do Observatório de Economia da universidade. A Revista Döhler teve acesso ao material e publica alguns trechos, com autorização da professora.

As razões do estudo

“Tendo em vista que uma empresa, para produzir, necessita de mão-de-obra, combustíveis, matérias-primas e máquinas e equipamentos, fica evidente a importância de uma abordagem sobre o quanto a Zona Sul de Joinville poderá se expandir em função da geração de empregos diretos e indiretos, em decorrência da implantação da fábrica da GM e da Universidade Federal de Santa Catarina na localidade.”

O impacto da GM

“...deve-se imaginar que o processo de integração entre empresa e comunidade acaba incidindo numa mudança comportamental e cultural que, por sua vez, altera os hábitos e costumes de região, podendo vir a se refletir nos processos de oferta e demanda, fazendo com que as instituições tenham contribuição bastante significativa no contexto regional.”

O alvo é o Sul

“Joinville apresentou um crescimento econômico bastante significativo da década de 1970 até os dias atuais, tornando-se o maior pólo industrial de Santa Catarina. É evidente que isso acabou exigindo do município uma nova readequação de seu território. Como o Distrito Industrial situado na Zona Norte da cidade se expandiu de forma a não comportar mais nenhuma estrutura física, a alternativa constitui-se em redirecionar as atividades empresariais para outra região. Neste caso, a nova área em foco é a Zona Sul, onde estão localizados os bairros Itaum, Guanabara, Fátima, Floresta e Petrópolis, Bucarein, Adhemar Garcia, Anita Garibaldi, Paranaguamirim, Boehmerwald, Itinga, João Costa e Santa Catarina. Até então, são considerados bairros puramente residenciais, compostos por trabalhadores classe média e média baixa, com algumas instalações de comércio que visam ao atendimento das comunidades locais.”

Elas virão

“...as novas empresas a se instalarem em Joinville deverão buscar essa região como tendência de expansão ao desenvolvimento econômico, como é o caso da GM: o terreno comprado tem 504 mil metros quadrados e fica no quilômetro 47 da BR-101, no bairro Santa Catarina. Serão 120 mil motores feitos por ano, além de 50 mil cabeçotes para os modelos Prisma, Corsa, Corsa sedan e Celta e os turnos serão três. Esse empreendimento contará com um investimento de R$ 350 milhões e contribuirá com 600 empregos diretos e 1,5 mil empregos indiretos. Até lá, algumas melhorias deverão ser feitas na cidade. (...) a função da empresas ou instituições não está limitada apenas em satisfazer as necessidades de consumo, através da produção, mas em contribuir para toda uma dinâmica econômica de uma região. Outro empreendimento que virá para região é a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A área de 100 hectares (1,2 milhão de metros quadrados) fica localizada no Km 50 da BR-101 – na Curva do Arroz.”

Desenvolvimento multissetorial

“...uma região inovadora se caracteriza através de um processo produtivo ligado a várias atividades distintas e que interagem nas mais diversas empresas. O conjunto de ações que colaboram para a expansão territorial emerge da necessidade de se produzir, traduzindo então os anseios de uma comunidade. (...) Esses locais possuem um meio sócio-cultural que permitem a formação de um sistema de PME especializadas, cuja divisão do trabalho pode-se configurar pelo partilhamento das atividades, seja desde a necessidade de especialização até pela escala de produção da economia. A organização territorial neste caso depende mais da fragmentação do processo de produção em fases e em produtos do que do produto comercial em si, facilitado pela formação de rede de interdependência entre as empresas, que permite a troca de informações e a redução de custos de transação pelas interdependências, que vão desde a participação financeira até as relações familiares e acordos informais temporários. O sistema local pelas suas relações de interdependências na divisão do trabalho permite uma flexibilidade de transformação da produção necessária conforme a procura e valorização das competências técnicas, isto é, além da capacidade de responder rapidamente às solicitações do mercado, é também a capacidade de adaptação, em termos de longo prazo, às mutações econômicas e tecnológicas.”

Tendência de crescimento

“A Zona Sul joinvilense apresenta uma forte tendência para o crescimento econômico e isto implica em alguns cuidados que devem ser observados (...). Quando instalado um processo de desenvolvimento local em determinado território, aparecem sinais que são evidências do sucesso do processo em andamento. Esses sinais presentes no território são qualidades do desenvolvimento local e podem ser identificados. (...) A presença desses elementos caracteriza um processo em andamento de desenvolvimento local. Também os estímulos à implantação dessas qualidades em determinado território são estratégias de abordagem para iniciar e dar prosseguimento a um processo de apoio ao desenvolvimento local.”

Potencial competitivo

“Outro aspecto importante para se considerar é a necessidade de se estabelecer a manutenção do crescimento, pois este estudo detectou que a região apresenta um potencial competitivo bastante forte, através das empresas que na região se estabeleceram, com capacidade competitiva demonstrando eficiência e eficácia organizacional e produtiva. Isso, por sua vez, também explica o processo acelerado de crescimento industrial, fato que hoje contribui para se pensar em expandir o parque industrial joinvilense. Essa expansão territorial e mercadológica acabará contribuindo para uma maior demanda por bens de consumo, ampliação do mercado imobiliário e investimento em infra-estrutura.”

Processo irreversível

“O processo de inovação ora em curso é um processo irreversível dada a capacidade da economia de crescer e desenvolver-se conforme o próprio desenvolvimento do homem advindo do aprendizado social bem como das instituições. A formação de clusters e de redes de firmas solidificadas por políticas de infra-estrutura adequadas permite a promoção de novas tecnologias, haja visto o processo de mudança nos diversos ambientes econômicos. Assim, esse salto em incentivar a instalação de novos empreendimentos não se traduz na intensificação e fortalecimento de atividades de manufatura e serviços, pois implicam em uma análise que engloba instituições locais, setoriais, profissionais e globais que direta ou indiretamente interferem substancialmente nos processos de inovação. Os grupos empresariais geram uma tensão permanente entre as dinâmicas territoriais locais e as unidades locais regionais. Conseqüentemente, pode-se concluir que a zona sul do município de Joinville irá crescer e se desenvolver substancialmente, forçando a instalação de novas unidades empresariais para os setores do comércio e serviços, assim como, irá proporcionar um grande incremento para o setor imobiliário na região.”

SÓ NO SITE
OS NÚMEROS DO SUL
Estatísticas citadas no estudo inédito
da economista Eliane Maria Martins

População por sexo

Bairros

População Total

Homens

Mulheres

Adhemar Garcia

8.660

4.244

4.416

Anita Garibaldi

8.419

4.041

4.378

Boehmerwald

13.791

6.757

7.034

Fátima

14.475

7.092

7.383

Floresta

18.425

8.659

9.766

Guanabara

12.697

6.094

6.603

Itaum

15.104

6.041

9.063

Itinga

7.659

3.753

3.906

Jarivatuba

11.562

5 655

5 907

João Costa

11.690

5.728

5.962

Nova Brasília

12.310

6.524

5.786

Paranaguamirim

12.081

5.920

6.161

Santa Catarina

10 601

5 194

5 407

Total na Zona Sul

140.154

67.214

72.940

Fonte: Estimativa IPPUJ 2005

Faixa etária

Bairros

0 - 9
anos

10 - 17
anos

18 - 29
anos

30 - 49
anos

50  anos
ou mais

Adhemar Garcia

24%

18%

23%

27%

8%

Anita Garibaldi

10%

13%

20%

30%

27%

Boehmerwald

21%

16%

22%

31%

10%

Fátima

19%

18%

23%

28%

12%

Floresta

13%

14%

22%

30%

21%

Guanabara

14%

15%

21%

32%

18%

Itaum

16%

8%

24%

33%

19%

Itinga

20%

17%

22%

31%

10%

Jarivatuba

20%

17%

23%

31%

9%

João Costa

23%

15%

25%

30%

7%

Nova Brasília

19%

16%

22%

30%

13%

Paranaguamirim

23%

17%

22%

30%

8%

Santa Catarina

20%

16%

22%

30%

12%

Média ( %) na Zona Sul

15%

13%

19%

26%

12%

Fonte: Estimativa IPPUJ 2005

Potencial econômico

Bairros

Indústria

Comércio

Serviços

Adhemar Garcia

16 (0,94%)

  96 (0,91%)

66 (0,53%)

Anita Garibaldi

32 (1,88%)

362 (3,43%)

584 (4,71%)

Boehmerwald

11 (0,65%)

76  (0,72%)

54 (0,44%)

Fátima

32 (1,88%)

270 (2,56%)

180 (1,45%)

Floresta

115 (6,77%)

561 (5,31%)

666 (5,37%)

Guanabara

34 (2,00%)

264 (2,50%)

326 (2,63%)

Itaum

66 (3,89%)

403 (3,81%)

382 (3,08%)

Itinga

49 (2,89%)

250 (2,37%)

148 (1,19%)

Jarivatuba

33 (1,94%)

226 (2,14%)

157 (1,27%)

João Costa

7 (0,41%)

27 (0,26%)

27 (0,22%)

Nova Brasília

57 (3,36%)

181 (1,71%)

183 (1,48%)

Paranaguamirim

06(0,35%)

85 (0,80%)

37 (0,30%)

Santa Catarina

45 (2,65%)

107 (1,01%)

110 (0,89%)

Total na Zona Sul

471

2.716

2.788

Fonte: Prefeitura Municipal de Joinville (Cadastro Técnico) 2005

Renda per capita

Bairros

Renda per capita

Adhemar Garcia

241,94/mês 

Anita Garibaldi

1.102,73/mês

Boehmerwald

261,04/mês

Fátima

219,45/mês

Floresta

467,47/mês

Guanabara

445,82/mês

Itaum

352,21/mês 

Itinga

235,36/mês

Jarivatuba

238,14/mês

João Costa

236,40/mês

Nova Brasília

279,34/mês

Paranaguamirim

221,93/mês

Santa Catarina

254,21/mês

Média na Zona Sul

313.24/mês

Fonte: Diagnóstico da Exclusão Social em SC 2000

NAVEGUE AQUI
• • • • • • • • • • • • • •

Visite os sites de empresas e instituições citadas na reportagem: ExpecTV, General Motors, UFSC, Secretaria de Integração e Desenvolvimento, Ajorpeme, Prefeitura de Joinville, Câmara de Vereadores, Cordaville, Vanessa Modas e Víqua.

Conheça o trabalho de Gestão Compartilhada da Associação Empresarial de Joinville (Acij), que fornece orientação para empresários de diferentes regiões da cidade.


Voltar Nesta revista No palco do Jazz Abriu o funil Família de mudança Próxima
A caminho do sul O cardápio da noite Institucional