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UDESC ABRE QUATRO NOVOS
CURSOS EM 2009

Orgulhosa pelo status de “melhor universidade de Santa Catarina” alcançado em levantamento do Ministério da Educação, que englobou 176 instituições brasileiras de ensino superior, a Udesc prevê o lançamento de quatro cursos para 2009 no campus de Joinville: Licenciatura em Química, especialização em Computação Aplicada, mestrado acadêmico em Engenharia Elétrica e doutorado em Ciências e Engenharia dos Materiais. Hoje, a instituição oferece oito cursos na cidade, todos com perfil técnico e nos quais estudam 3 mil alunos.
O diretor-geral da Udesc-Joinville, Dieter Nermann, afirma que a qualidade de um estabelecimento de ensino depende mais da capacitação dos professores do que da infra-estrutura disponível. “Muitas instituições investem quantias astronômicas para ampliar seus campii, seus laboratórios, olvidando a alocação de recursos para qualificar docentes, o que se reflete na formação dos alunos e, conseqüentemente, na dificuldade de inserção destes no mercado de trabalho”, critica.

Nermann, diretor-geral da Udesc: ênfase na qualificação

A multiplicação de escolas superiores é positiva, na opinião de Nermann, à medida que as concorrentes possam ofertar ensino de qualidade e “contribuir para melhorar o nível intelectual e profissional dos cidadãos”. Esse incremento, diz, também proporciona a geração de empregos e amplia o acesso da população ao terceiro grau, “o que é uma necessidade premente no país, tendo em vista que pouco mais de 5% dos brasileiros concluíram uma faculdade”.

O diretor-geral da Udesc lembra um evento recente, na Associação Empresarial de Joinville (Acij), que discutiu educação, sociedade e mercado e trabalho, sinalizando que “é preciso buscar com urgência uma forte aproximação entre as instituições de ensino e as empresas, sob pena de continuarmos divorciados: a empresa achando que está certa em exigir profissionais focados nas áreas de seu interesse e as instituições entendendo que não é essa sua única missão, já que se propõem a formar cidadãos e profissionais, e não somente atender as necessidades de determinados segmentos empresarias”, ressalta Nermann. “Importante notar que cabe às instituições de ensino assegurar uma formação intelectual que contemple a diversidade de conhecimentos necessários para a vida, capaz de resistir aos altos e baixos do mercado de trabalho, com habilidades para se adaptar a novas exigências e contribuir para o crescimento e a prosperidade do país”.

Campus da Udesc Joinville: oito cursos e três mil alunos

EM BUSCA DO CANUDO
Os números das instituições de ensino superior que atuam em Joinville

ACE – 6 cursos, 2 mil alunos
Aupex – 16 cursos (*)
Bom Jesus/Ielusc – seis cursos, 900 alunos
Facinter – dez cursos à distância, 1 mil alunos
Fatesc – 8 cursos, 1.118 alunos
FCJ – 12 cursos, 1.200 vagas
Inesa – dois cursos
Iesville – 12 cursos, 2.457 alunos
Senai – cinco cursos (*)
Sociesc – 28 cursos, 10 mil alunos
Udesc – oito cursos, 3 mil alunos
Univille – 38 cursos, 8.224 alunos

* NÃO REVELAM NÚMERO DE ALUNOS
FONTE: DADOS DAS INSTITUIÇÕES

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FCJ QUER 1.400 NOVOS
ALUNOS EM 2 ANOS

Fruto da estratégia de um tradicional colégio de ensino médio e fundamental em operar, também, no terceiro grau, a Faculdade Cenecista de Joinville (FCJ) quadruplicou o número de vagas abertas na estréia, em 2000, chegando a um total de 1.200, hoje, em doze cursos disponíveis, oito de bacharelado e quatro de tecnologia. Os planos são ambiciosos: captar 600 alunos novos em 2009 e outros 800 em 2010. Airton Bonet, gestor da pós-graduação, lembra que a entrada do colégio no ensino superior foi amadurecida ao longo da década de 90, “ocasião em que a comunidade clamava por uma oferta maior de cursos e a maioria dos jovens precisava se deslocar às capitais vizinhas em busca de formação”. Segundo ele, esse processo de estudo e planejamento teria resultado em uma “intimidade bastante peculiar” da FCJ com a comunidade. “O foco no empreendedorismo é prova disso: foi uma decisão que veio ao encontro do desenvolvimento e do novo perfil produtivo-econômico da cidade, neste novo século.”

O gestor da FCJ afirma que a demanda existente em Joinville e região justifica a vinda de novas concorrentes, mas tem dúvidas se essas escolas estão dispostas a bancar os investimentos necessários para se consolidar. “Se não for assim elas não permanecerão por muito tempo no mercado”, alerta Bonet. “Essas que pertencem a grandes conglomerados apresentam um leque de cursos, procurando se estabelecer. Se der certo, deu. Se não der, não deu. Você pode ver pelo catálogo que elas repetem o que tem em todo lugar, esperam formar turma e entrar no mercado. Caso não aconteça, apenas deslocam o esforço de inscrição e vão para outros rincões.”

Mesmo com esse senão, o professor vê a expansão de forma positiva, especialmente com a chegada da UFSC. “No longo prazo, Joinville poderá conquistar na educação o que já conquistou economicamente. Somos a maior cidade do Estado, uma das maiores do Sul do país, porém na oferta de ensino superior público per capita estamos atrás de diversas cidades. De certa forma, estamos atrasados.”

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Visite o site das instituições educacionais abordadas nesta reportagem: PUC-PR, UFSC, Sociesc, Univille, Ielusc, Iesville, Fatesc, Fatej, Grupo Anhanguera, Udesc, FCJ, ACE.

Conheça as instituições vinculadas ao sistema Acafe, da Associação Catarinense das Fundações Educacionais.




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