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A caminho do sul O cardápio da noite Institucional


FAMÍLIA DE
MUDANÇA

  O CAMINHO QUE
LEVA AO SUL

Uma análise sobre as mudanças em curso neste núcleo que, nos últimos 500 anos, vem sendo considerado o pilar da sociedade humana

  Nada de patinho feio: com o fator GM e UFSC, entre outros projetos, a região espera embarcar também na rota do desenvolvimento econômico e incentivar expansão empresarial

UNS & OUTROS

UMA IDÉIA BACANA

A música remove montanhas. É o que sugere uma interessante teoria formulada pelo neurocientista norte-americano Daniel Levitin. No livro “The World in Six Songs” (“O Mundo em Seis Canções”, ainda sem edição brasileira), o especialista afirma que seis tipos de música influenciaram a evolução humana. As categorias são: canções de amizade, alegria, conforto, amor, conhecimento e, finalmente, religiosas. “O poder da música foi capaz de mudar culturas”, afirmou o autor à imprensa, explicando que o sexteto de temas citados englobaria “as seis maneiras que nossos ancestrais usaram para se comunicar” – e que, por conseqüência, “moldaram a natureza” das pessoas. A Revista Döhler gostou da teoria e resolveu convidar alguns joinvilenses a eleger as canções mais emblemáticas, para cada um, a partir dos conceitos listados pelo neurocientista. As respostas são versáteis, com espaço para MPB, rock, trilhas de cinema e até um hino escoteiro, sublinhando o quanto pode ser vasto esse universo que liga a música às emoções.

Nos links em destaque, entre em
sites sobre os artistas.
Samuel Lima, professor e jornalista. “Canção da América”, de Milton Nascimento e Fernando Brandt (amizade), “Starway to Heaven”, da banda Led Zeppelin (alegria), “Memories of Green”, de Vangelis (conforto), “Eu Sei que Vou Te Amar”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes (amor), “Quanta”, de Gilberto Gil (conhecimento) e “Encontros e Despedidas”, de Milton Nascimento e Fernando Brandt (religião).

Jonas Tilp, diretor comercial do Perini Business Park, Jonas Tilp – “Amigo”, de Roberto e Erasmo Carlos (amizade), “Canção da Despedida Escoteira” (alegria/conforto), “Léo e Bia”, de Oswaldo Montenegro (amor), “Coração Pirata”, com a banda Roupa Nova (conhecimento), e “Jesus Cristo”, de Roberto Carlos (religião).

Ana Carolina Siqueira, diretora de marketing da indústria Víqua – “Canção da América” (amizade), músicas de Fat Boy Slim (alegria), “Se eu não te Amasse Tanto Assim”, com Ivete Sangalo (conforto), “Do seu Lado”, com Jota Quest (amor), “Como é Grande Meu Amor por Você”, de Roberto Carlos (conhecimento) e “Somewhere Over the Rainbow”, do filme “Mágico de Oz” (religião).

Márcio Freitas, diretor da Freitas Comércio Exterior – “O que é, o que é”, de Gonzaguinha (amizade), “Vida da Gente”, de Zeca Pagodinho (alegria), “As Rosas Não Falam”, com Beth Carvalho (conforto), “Perhaps Love”, de John Denver (amor), “My Way”, com Frank Sinatra (conhecimento) e “No Aconchego do Meu Lar”, de Padre Zezinho (religião).

O jornalista Samuel Lima, consultado pela Revista Döhler para compor a seleção acima, fez questão de justificar algumas das suas eleitas carregando na poesia. De saída, ao lembrar as tantas canções que marcam sua “caminhada existencial”, qualificou o desafio de apontar somente seis como uma “Escolha de Sofia”. Mas encarou. Veja o que ele disse:

Sobre “Canção da América”: “Em situações de extrema emoção já cantei e toquei esta canção, que me emociona e enleva, sempre!”

Sobre “Starway to Heaven”: “A canção remete ao universo de centenas de outras tantas que embalaram a geração dos anos 1960 (Beatles, Stones, Pink Floyd, Bob Dylan, Simon e Garfunkel, Jackson's Five, Diana Ross, Tina Turner, Peter Frampton etc.).”

Sobre “Memories of Green”: “A música faz parte da trilha sonora de um filme paradigmático do cinema contemporâneo, Blade Runner. O piano tece um tipo de som que resgata o conforto d'alma, alivia o estresse cotidiano, remete a outro plano, no limite entre o metafísico e o tangível.”

Sobre “Eu Sei que Vou te Amar”: “É uma síntese mais-que-perfeita: ‘Que não seja imortal/ posto que é chama/ mas que seja infinito enquanto dure’. Nos versos do poetinha e acordes do grande criador da bossa-nova, uma canção que atravessará o tempo-espaço.”

Sobre “Quanta”: “Uma canção que remete ao conhecimento humano, som e poesia da melhor lavra de Gilberto Gil. Lá pelas tantas, o compositor tira da cartola: ‘Sei que a arte é irmã da ciência/ ambas filhas de um deus fugaz/ que faz num momento/ e no mesmo momento desfaz’.”

Sobre “Encontros e Despedidas”: “O sentido geral da existência parece estar de fato ligado a essa idéia mutatis mutandis que envolve encontros e despedidas: ‘A hora do encontro é também despedida/ a plataforma dessa estação é a vida desse meu lugar/ é a vida’.”

NAVEGUE AQUI
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Leia reportagem sobre o livro de Daniel Levitin.


UM PROJETO

“Quando alguém inventa alguma coisa, o mundo anda”, argumenta Clara Luz, uma fadinha serelepe que se recusa a obedecer o velho “Livro das Fadas” e faz questão de criar suas próprias mágicas – todas mira¬bolantes, como preparar bolinhos de luz ou colorir a chuva. “A Fada que Tinha Idé¬ias”, peça de Fernanda Lopes de Almeida, é a nova montagem do Grupo de Teatro do Colégio da Univille, um projeto superba¬cana que, em março, completa dez anos. O livro com a história de Clara Luz é de 1971, ganhou versão para teatro em 1982 e encanta pela forma como enaltece a inventividade da criança, sempre atrás de novos ângulos para ver o que já foi visto. A peça, que estreou em novembro, permanece em car¬taz no próximo semestre, com exibições gratuitas para escolas de Joinville e região. É mais uma aposta da escola na extensão de seus projetos à comunidade. Esse intercâmbio cultural e pedagógico, aliás, é o objetivo central do grupo, que freqüenta oficinas permanentes, ao longo de todo o ano, sem pagar nada. “A companhia é exemplo de arte-educação conhecido em muitas insti¬tuições educacionais do Brasil”, orgulha-se a diretora Ângela Finardi, empolgada com a “incrível auto-superação” que testemu¬nha nos aprendizes de ator, vencendo seus medos para se apresentar em público e aprendendo a trabalhar em conjunto. Nestes dez anos, cerca de 260 meninos e meninas subiram ao palco como parte do projeto, que já resultou em nove montagens. Hoje, o grupo reúne 35 integrantes.

Elenco de "A Fada que Tinha Idéias" posa depois da estréia

As oficinas semanais com essa turminha duram quatro horas. No primeiro semestre de cada ano, os participantes fazem jogos de integração, exercícios de expressão corporal e improvisações, enquanto a diretora cuida de selecionar um texto para a montagem. Os ensaios consomem o segundo semestre e a estréia é no final do ano. As apresentações para a comunidade são vitais, segundo Ângela. “Dessa forma, os alunos podem vivenciar a real experiência do fazer teatral, que só se concretiza na presença do público, e amadurecem.”
Teatróloga há 18 anos, a diretora Ângela Finardi é um nome reconhecido no meio artístico de Santa Catarina. Um dos seus trabalhos mais elogiados foi a peça “S.O.S. – Uma Melhor Só”, premiado recentemente em um festival de teatro no Paraná. Ela está mais que satisfeita pela oportunidade de comandar a pirralhada, no grupo da Univille. “A instituição é um celeiro artístico. Há investimento no ensino e na extensão da arte para a comunidade, incentivo aos profissionais e estudantes e liberdade para trabalhar” observa. “Aqui, encontro todas as oportunidades para despertar e desenvolver nos alunos o gosto pelo teatro, minha grande paixão.”

Peça resgata a inventividade infantil: exibição durante o ano

EM CARTAZ
As nove peças que o grupo já montou
• Patinho Feio, de Maria Clara Machado
• A Lenda do Vale da Lua, de João das Neves
• Infância, ou Nunca me Disseram Antes de eu Casar que as Crianças são Malucas, de Thornton Wilder
• O Cavalinho Azul, de Maria Clara Machado
• Sabrina, 40 Fantasmas e Mais uns Amigos e Nem Mais um Piu, de Gustavo Finkler
• A Família Sujo, de Gustavo Finkler
• O Fantástico Mistério de Feiurinha, de Pedro Bandeira
• Angélica, de Lígia Bojunga Nunes
• A Fada que Tinha Idéias, de Fernanda Lopes de Almeida

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