História

Com um rústico tear de madeira feito com as próprias mãos no ano de 1881, o imigrante alemão Carl Göttlieb Döhler começou a produzir tecidos artesanalmente no município de Joinville. As primeiras peças de brim e xadrez eram comercializadas por ele mesmo, de casa em casa, e, já naquela época, foram muito bem recebidas pela população.

A atividade industrial brasileira começava a dar seus primeiros passos, e Joinville, com apenas 30 anos de fundação, sequer imaginava que viria a se tornar um dos maiores polos industriais do país. Mas Carl confiou no potencial brasileiro. Empreendedor corajoso e com visão de futuro, fez a empresa crescer, trazendo os primeiros teares mecânicos.

A partir do início do século XX, o crescimento e a evolução tecnológica não pararam mais. Com uma administração focada na aquisição de equipamentos automáticos, contratação de funcionários, verticalização da produção e intensa exportação, a Döhler prosperou.

Com posição de destaque, a empresa ofereceu valiosa contribuição ao país no início da década de 1980, adotando ações pioneiras de cuidado ambiental e responsabilidade social.

Hoje, a Döhler S/A destaca-se entre as principais empresas têxteis brasileiras e, também, por ser uma das mais tradicionais do País. Sua longa trajetória, porém, só dá sinais de vitalidade. Nos últimos anos, a empresa tem demonstrado visão de futuro e agilidade ao adequar seu perfil exportador para atender o mercado nacional em mais de 90% da produção.

Produzindo a todo vapor - 24 horas por dia, sete dias por semana - os três mil funcionários da Döhler seguem acreditando no potencial brasileiro. A empresa centenária quer ir ainda mais longe junto com o Brasil, legando ao país uma vigorosa e valiosa contribuição na trilha de seu desenvolvimento e sucesso.


Confira abaixo a história da Döhler ao longo dos anos. Estes são os fatos mais marcantes da história da nossa empresa.
 


  • 1881

    Ao completar 30 anos, Joinville tem comércio organizado, planta erva-mate, ergue as primeiras escolas, igrejas, hospitais e clubes de tiro. Nesse cenário, o imigrante alemão Carl Göttlieb Döhler monta um rústico tear de madeira e, junto com a família, começa a fabricar tecidos - brim e xadrez - para abastecer a operosa comunidade local.

  • 1900

    A empresa compra os primeiros teares mecânicos. São equipamentos usados, de fabricação inglesa, adaptados às necessidades da pequena fábrica de tecidos de algodão.

  • 1916

    Carl Göttlieb Döhler morre aos 81 anos, 45 depois de inaugurar o negócio.

  • 1956

    Nova razão social: Döhler S/A Comércio e Indústria.

  • 1961

    Ano zero de uma nova era. Adota-se uma agressiva política de modernização dos processos industriais, com a mecanização do tingimento e a instalação da primeira máquina automática - uma espuladeira alemã.

  • 1963

    A chegada de 10 teares automáticos permite a fabricação de tecido xadrez com até duas cores de trama. Um marco na automatização da Tecelagem.

  • 1965

    Novo equipamento verticaliza a fabricação de tecidos, nos padrões de uma companhia sem fiação - preparação, tecelagem, tinturaria e acabamento.

  • 1968

    A Döhler compra o terreno onde construiria, a partir do segundo semestre, seu novo parque fabril, no Distrito Industrial de Joinville.

  • 1969

    Com o crescimento da Tecelagem, a empresa decide investir também na ampliação da confecção, comprando novas máquinas de costura. No mesmo ano, fecha o primeiro contrato de exportação.

  • 1970

    A nova fábrica entra em operação, mantendo inicialmente os setores de Tecelagem (março) e Estamparia (dezembro). É a grande virada na produção: por quase 90 anos dedicada ao tecimento de fios tintos, a empresa ingressa na estampagem de tecidos pré-alvejados ou tintos, elaborados em cru na Tecelagem.

  • 1972

    Teares suíços trazem para a Döhler a mais moderna e produtiva técnica de tecer existente à época, garantindo um enorme salto tecnológico.

    Novas máquinas de estampar a quadros elevam a produção em cinco vezes sobre o antigo processo manual.

  • 1973

    No ano em que os antigos teares mecânicos são desativados, a Döhler constitui fiação própria, a Comfio, medida que verticaliza integralmente o processo fabril - do fio ao tecido pronto.

    Embarca para a Holanda a primeira exportação de tecidos Döhler com destino à Europa.

  • 1974

    Primeira participação na Fenit, a Feira Nacional da Indústria Têxtil, em São Paulo.

  • 1975

    Com a chegada da primeira leva de fardos de algodão, a fiação própria começa a produzir.

    Embarca, de avião, o lote que marca a estréia dos produtos Döhler nos Estados Unidos.

  • 1980

    Construções em ritmo frenético no parque industrial, com ampliação de diversas áreas e instalação de novas máquinas, como estampadeiras, urdideiras e engomadeiras, além de 52 teares.

  • 1981

    Inaugurado novo prédio de três pavimentos que, até hoje, abriga o setor de Confecção.

    Ano do centenário da companhia, que segue crescendo a passos largos: alcança um quadro de 1.422 funcionários e produz 2,6 milhões de metros quadrados de tecidos/mês (equivalente a 310 "Maracanãs").

  • 1982

    A empresa faz história: começa a se organizar o museu próprio com documentos e máquinas antigas mostrando a evolução da Döhler em seu primeiro século de existência.

    Em fevereiro, entra em funcionamento a segunda unidade da Comfio, que em cinco anos dobra a capacidade produtiva.

  • 1983

    A Comfio começa a produzir fios de poliéster puro e misturas com algodão e viscose.

  • 1986

    Primeira participação da Döhler na Heimtextil, a maior feira mundial da indústria têxtil, realizada em Frankfurt, na Alemanha.

  • 1988

    Entra em operação definitiva a primeira fase do tratamento de efluentes da fábrica.

    A terceira unidade da Comfio eleva a produção em 60%.

  • 1989

    A fiação aumenta para 980 toneladas/mês sua capacidade produtiva e monta um laboratório de fibras, a fim de testar cada fardo de algodão recebido.

    Em dezembro, inaugura-se a subestação de energia elétrica própria, que garante o suprimento de energia para a empresa.

  • 1992

    Entrada em operação do primeiro tear da fábrica 2, projetada para abrigar mais 440 teares Sulzer.

  • 1993

    Conclusão da estação de tratamento de efluentes, com a terceira fase do tratamento das águas residuais.

  • 1994

    Começa a funcionar a primeira máquina automática de costura transversal, que executa o embainhamento de toalhas felpudas, entregando-as prontas para dobra e empacotamento.

    Moderniza-se, também, a elaboração de desenhos, com duas estações de computadores CAD (desenho assistido por computador).

    Prêmio de melhor desempenho global do setor têxtil pela Melhores e Maiores, publicação da Revista Exame.

  • 1995

    Com quadro de 3 mil funcionários, a Döhler fabrica 51 mil quilômetros lineares de tecido no ano e a fiação produz 10.500 toneladas de fios.

  • 1996

    Em investimento na responsabilidade ambiental, a Döhler inaugura o aterro industrial próprio, para acolher os rejeitos sólidos resultantes do tratamento de efluentes. A iniciativa garante o Troféu Fritz Mueller, entregue pela Fatma, a Fundação de Meio Ambiente de Santa Catarina.

    Fornecimento de toalhas com a marca da Olimpíada de Atlanta. Mais de 460 mil peças são embarcadas para os Estados Unidos.

    Roupões, toalhas de banho e praia, toalhas de mesa, panos de copa, tecidos para decora-ção e roupas de cama Döhler recebem o certificado alemão Öko-Tex 100.

  • 1997

    Máquinas de fabricação suíça fazem a gravação computadorizada de quadros e cilindros de estamparia.

    A Döhler comemora a certificação pela ISO 9002, atestando o alto padrão de seu sistema de gestão da qualidade.

    Nova razão social: Döhler S/A.

  • 1999

    Nova certificação Öko-Tex, para os tecidos de algodão com tratamento anti-micróbio.

    Empresa conquista a certificação ISO 14001, confirmando a adequação de seus procedimentos às normas de preservação ambiental.

    Entra para o Guiness - o livro dos recordes - a maior toalha de mesa estampada do mundo, com 560,40 metros.

  • 2000

    A Döhler fornece a toalha oficial da Copa Davis de Tênis, para os jogos realizados no Brasil.

    Empresa começa a usar gás natural para aquecer caldeiras da fábrica.

    Novo logotipo moderniza apresentação visual da Döhler junto ao mercado.

  • 2001

    Lançamento da Service Line, a linha profissional, composta por toalhas e tecidos para hotéis e hospitais.

  • 2002

    Com o propósito de fidelizar o importante segmento de arquitetos, decoradores e designers de interiores, a Döhler lança o clube de relacionamento virtual batizado de Döhler Club.

  • 2003

    Crescimento significativo das exportações sobre os negócios da empresa, com ênfase nos Estados Unidos, na Alemanha e na Argentina.

    Adequação do sistema de gestão da qualidade à nova norma ISO 9001:2000.

  • 2004

    Inaugurado escritório comercial em Nova York, para atender os clientes norte-americanos, que constituem seu principal mercado no exterior.

    Empresa reforça a presença na linha profissional, intensifica campanhas publicitárias e fornece produtos exclusivos para a TV Globo, em programas como o popular Big Brother Brasil.

  • 2005

    Com ampla disseminação entre os funcionários, é lançado o Código de Ética, que contempla os sete valores fundamentais da Döhler.

    Troféu Fritz Müller premia a Döhler pela terceira vez, por sua atuação pioneira na preservação do meio ambiente.

  • 2006

    Sai a primeira edição do livro com os textos classificados pelo Prêmio Joinville de Expressão Literária, uma iniciativa da Döhler.

    Empresa fortalece laços de parceria com clientes nacionais, que visitam a fábrica, conferem desfile de produtos e participam da concepção de lançamentos.

    Döhler comemora os 125 anos de fundação agradecendo o empenho dos funcionários.

  • 2007

    Empresa aposta no segmento de produtos com alto valor agregado e lança linha com aplicação de cristais da reconhecida marca Swarovski.

    Coleção feita com fibra de bambu se completa com a inclusão de roupas de cama. Destaca-se, ainda, o lançamento do tecido Döhler para impressão digital.

    Empresa recebe o Prêmio Profissionais de Marketing 2007, concedido pela Editora Referência, que edita as revistas Propaganda e Marketing. O desenho de número 20.000 vai para a estamparia da Döhler. Compra da primeira máquina de bordar com 15 cabeças.

  • 2008

    A Döhler e sua controlada Comfio fazem auditorias do sistema ISO 9.000 e 14.000 e recebem a certificação de acordo com as normas de qualidade e de meio ambiente integradas.

    A empresa recebe a outorga de direito de uso das águas da Bacia do rio Cubatão.

    Acontece o lançamento do programa de participação dos resultados – PPR – pelo qual a empresa vai distribuir parte de seus lucros aos funcionários.

    A empresa adquire a segunda máquina de bordar com seis cabeças.

    A Döhler compra duas retorcedeiras de dupla torção com 144 fusos cada uma.

    Chega a máquina de enfestar para a confecção de 20 metros de comprimento.

    Dois teares de 3,5 m de largura são adquiridos com maquineta para tecimento de tecidos planos.

  • 2009

    Acontece a implantação do sistema Lean Manufacturing, que tem como objetivo eliminar todo tipo de desperdício na empresa.

    A Döhler volta a ter 100% de sua capacidade de produção ativa.

    A empresa lança o selo “Feito por Mãos Brasileiras”, que consiste na produção de produtos exclusivamente feitos por mão de obra nacional.

    Novo projeto para a construção da Tinturaria é aprovado pela direção.

    Chega a 1ª máquina Overflow para tingimentos de tecidos felpudos. Outras duas desse tipo foram adquiridas logo.

    A Döhler compra um dispositivo para filatório para a fabricação de fios flame. A empresa investe na atualização do equipamento Uster, responsável pela análise dos fios produzidos pela empresa.

    A unidade fabril recebe a terceira máquina de bordar com 12 cabeças.

    A Döhler recebe dois teares de malharia circular, sendo um deles para a produção de artigos de malha Jacquard.

    A empresa investe na compra do novo filatório para a produção de fios Chenille de 120 fusos.

    Chega a 4ª máquina para a costura automática das toalhas felpudas e de mesa.

    O setor de tingimento ganha um Turbo, máquina para dar cor aos fios com capacidade para 250 kg.

    Chegam oito novos teares com 2,6 metros de largura a jato de ar para tecimento de felpudos.

    A Döhler adquire mais dois teares de 3,5 m de largura com maquineta para tecimento de tecidos planos.

    Quatro teares de 2,6 m de largura com maquineta para tecimento de tecidos planos incrementam a produção.

  • 2010

    A loja da Dohler é ampliada e passa a se chamar Casa Döhler, operando com preços de fábrica.

    A marca estreia nas redes sociais com Blog, perfis no Facebook, Twitter e Orkut.

    Tem início na empresa a aplicação da nova metodologia de avaliação de desempenho, denominada Avaliação 360 graus.

    Um novo vídeo institucional da Döhler apresenta a empresa e a marca.

    Investimentos em modernização do parque fabril:

    Chegam a 5ª e 6ª máquinas para a costura automática das toalhas felpudas e de mesa.

    A Döhler compra a máquina de costura longitudinal.

    A unidade fabril ganha mais uma máquina para costura automática de bolso para roupões.

    Unidade fabril adquire dispositivo para filatório para a fabricação de fios flame.

    Chega a Döhler um novo Tumbler, equipamento para fazer o pré-encolhimento e dar maior volume aos tecidos.

    Compra de 3 novos Jets para tingimento de tecidos sintéticos planos.

    A Döhler adquire uma nova caldeira a gás para a geração de vapor, na ordem de produção de 20.000 kg/h.

    Quatro novos teares de 3,5 m de largura com maquineta para tecimento de tecidos planos integram a linha de produção.

    A Döhler adquire dois teares a jato de ar com 4,6 m de largura.

    Chegam sete novos teares de pinça de 2,6 m com mecanismo.

    A unidade fabril compra o 9º e o 10º filatório para a produção de fios Chenille.

    A Döhler adquire a 2ª Máquina de enfestar para a confecção de 20 metros de comprimento, para atender a célula de roupão.

    Aquisição de 16 máquinas de costura reta manual.

    Chega a nova máquina de corte longitudinal.

    A Döhler investe em urdideira contínua e de levantador de urdeme.

    A unidade fabril recebe um Filatório de rotor com 360 pontos de fiar e 3 empilhadeiras a gás.

    Novo equipamento para a climatização da fiação de Chenille melhora a produção.

    Chegam mais 3 Overflows para o tingimento de felpudos.

    A unidade fabril recebe três rebocadores elétricos pra transporte de insumos.

  • 2011

    A Döhler adquire uma máquina de corte longitudinal.

    Chega a 7ª máquina para a costura automática das toalhas felpudas e de mesa.



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